2010/02/08

A interessante cidade do "Santo Nome de Deus na China"

Vista da Praia Grande e Colina da Penha. George Smirnoff (1903 – 1947).
Aguarela sobre papel. 1945

(Imagem: Museu de Arte de Macau)

A interessante cidade do "Santo Nome de Deus na China"
«(...) Deixamos de navegar entre ilhas, saindo para largos espaços de mar livre, e vemos no horizonte um promontório com o seu castelo e um farol no alto. Muito tempo depois, ao costearmos esse promontório, vai surgindo lentamente a velha cidade de Macau.
Tem o aspecto policromo e leve de povoação do Extremo Oriente, e, ao mesmo tempo, a estabilidade sólida que dá a conhecer a origem dos seus fundadores. Os edifícios na maior parte são de alvenaria, e não de madeira, como nas outras cidades chinesas. A maior parte deles têm um andar superior, com arcadas ou galerias cobertas, e por cima dos telhados sobressaem os campanários das igrejas católicas.
Macau, que primitivamente se chamou Cidade do Santo Nome de Deus na China, e depois viu substituído este nome pelo de Macau, de origem indígena, seria grandemente exótica se de repente se pudesse trasladar para as proximidades de Lisboa. Vista aqui, depois de se haverem visitado as principais cidades do litoral chinês, faz lembrar o antigo Portugal e parece emanar dela um longínquo sopro do nosso hemisfério.(...)»
Vicente Blasco Ibáñez. A Volta ao Mundo. Volume II. Livraria Peninsular Editora, 2ª edição Lisboa, 1944


Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes: Biografia de Vicente Blasco Ibáñez (1867 – 1928) / La vuelta al mundo de un novelista. Tomo I / Tomo II / Tomo III (em castelhano)

Sobressalentes

"Sobressalentes de Máquinas e Motores Vai San" na Ribeira do Patane. Macau, Janeiro de 2010

2010/01/09

Frangipania, a Flor de S. João ou Flor de Ovo

No jardim de S. Francisco (Maio de 2009)
No templo de A-Má, na Barra (Maio de 2009)

A Plumeria rubra L. var. acutifolia (Poir.) Bailey, vulgarmente conhecida por Frangipania, é também conhecida em Macau por Flor de S. João - o santo padroeiro da cidade - e pela designação cantonense de Kai Tan Fa, ou seja, a Flor de Ovo.
A designação frangipania prende-se com um perfume criado, no século XVI, por Muzio Frangipane.
Em Macau encontram-se exemplares um pouco por todo o lado, em parques e jardins, em templos, ou mesmo em pequenos jardins nas praças e arruamentos da cidade. No espaço ajardinado junto à entrada da ponte Nobre de Carvalho existem alguns exemplares de Plumeria rubra com corolas cor-de-rosa.

Fontes:
Wang Zhu Hao. Árvores de Macau. Vol I. Câmara Municipal das Ilhas, 1997
António J. Emerenciano Estácio. Parque de Seac Pai Van. Câmara Municipal das Ilhas, 1995
Wikipedia:
Plumeria

2010/01/08

Estercúlia

No Jardim de Lou Lim Ieoc (Agosto de 2009)

e no Jardim de Camões (Julho de 2009).

Vermelho e em forma de estrela, quando aberto o fruto mantém suspensas, por alguns dias, as sementes pretas, que lembram azeitonas.
Existem alguns exemplares de Estercúlias - Sterculia nobilis Sm. e Sterculia lanceolata Cav. - em Coloane, no Parque de Seac Pai Van, e em Macau, na Colina da Guia e nos jardins de Lou Lim Ieoc e Camões.

2010/01/07

Macau, vista do mar

Porto Interior (cerca de 1875-1880)
Lápis e aguarela sobre papel de Marciano António Baptista (1826-1896)
(Imagem: Museu de Arte de Macau)

Macau, vista do mar
«De qualquer das alturas de Macau se goza um belo panorama, mas os viajantes, em geral, preferem ver do mar esta formosa cidade. Dos navios ancorados no porto interior, abraça-se uma perspectiva magnífica: começando na aldeia de Patane, sobre a qual se ergue a decantada gruta de Camões, e correndo ao longo do rio, aqui orlado de casas chinesas, acolá de edifícios cristãos, e todo semeado de embarcações de vários tamanhos e diversíssimas formas, desde o ligeiro gig britânico até à pesada sóma chinesa; vendo mais para interior da povoação as torres da catedral, o zimbório de S. José (colégio das missões, sem missionários) boas casas e jardins, e lá no fundo do quadro as fortalezas do Monte e da Guia, campeando sobre seus elevados outeiros; o grandioso edifício da alfândega, de que já falámos, donde se continua ainda com óptimas habitações, em diferentes planos, até à fortaleza de Sant'Iago da barra, antes de chegar à qual está um dos mais venerado pagodes destas partes.
Olhai que majestade apresenta o todo desse templo chinês, desfeiado apenas por algumas carantonhas, barbaramente pintadas nas suas portas; vêde como sobem essas ruas, costeando a montanha por entre uma vegetação prodigiosa, conduzindo o viajante a várias capelinhas na progressão da subida, um pouco ao gosto do Senhor Jesus da Serra, em Braga, e mesmo em Belas; lá está sobranceira a tudo isto a Ermida de Nossa Senhora da Penha de França, já meia derrocada, e sobre a fortaleza da barra o seu, pessimamente colocado, paiol de pólvora.
É encantador este quadro, mas todos lhe preferem, e eu com as massas, neste ponto, o painel que apresenta Macau, visto do Oceano, quando demandámos o seu porto. Logo para fora da barra se encontra outro forte (pouco forte) que tem a invocação de Nossa Senhora do Bom Parto (do bom porto teimam em chamar-lhe quási todos os turistas destes sítios); forma ele um ângulo agudo, por um lado com a margem do rio, e por outro com a Praia Grande, que se encurva por uma grande extensão até aos escolhos, que servem de antemural à fortaleza de S. Francisco.
A Praia Grande, brilhante aglomerado de palacetes com colunas ao gosto asiático-bretão, e defendida em parte contra o Oceano por muralhas de pedra, tem sofríveis cais, e próximo à residência dos governadores a caricatura de um fortim, à beira-mar, que incomoda os passeantes e não tem utilidade alguma.
Por trás desse enorme renque de colunas, sobre as quais assentam arejadas varandas, encobertas por ciosas gelosias, vêem-se os quintais do Bom Parto, a encosta da Penha, e outros risonhos jardins; lá muito longe as montanhas do celestial império. Seguindo para Oriente torna-se a ver a igreja das Missões, a Sé e o frontespício majestoso do convento de S. Paulo, única parte que resta da incendiada fábrica; para dentro desses cancelos está o campo da igualdade, o cemitério cristão.
Depois lá seguem os fortes de D. Maria II, do Monte, e da Guia (onde nunca estiveram os paços episcopais, erro que já li em mais de um viajante), e descendo sobre o mar encontra-se a fortaleza de S. Francisco, fechando esta perspectiva, como dissemos, onde está aquartelada a força de linha.
Seguindo então com a vista pela praia em direcção oposta, isto é, do Oriente para o Ocidente, temos a notar as igrejas de S. Francisco e de Santa Clara (convento de freiras), e junto à casa da legação francesa a entrada da principal rua de Macau, que conduz à porta do campo, uma das que fecham a cidade; continuando porém a examinar a beira-mar, deixando os assentos de pedra, que hoje estão assombrados por novas árvores, começa a longa fileira de habitações elegantes, apenas cortada aqui e ali pela entrada de uma estreita devesa.
Negociantes portugueses e estrangeiros ocupam quási todas essas casas, com excepção das duas piores e mais abarracadas, que são as residências do governador e do juiz de direito». Francisco Maria Bordalo. «Macau», 1854. (1)
Excerto de um artigo de Francisco Maria Bordalo (1821-1861), oficial da marinha portuguesa e escritor, publicado em 1854 na revista O Panorama: jornal literário e instructivo da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Utéis. Ainda na mesma revista - fundada e dirigida por Alexandre Herculano, que se publicou entre 1837 e 1868 -, Francisco Maria Bordalo publicou "Viagens na África e na América" (1854), "Scenas de Escravatura" (1854), "Quadros Marítimos" (1854), "D. Sebastião, o Desejado - Lenda Nacional" (1855), "Navegadores Portugueses" (1855) "Navegadores Estrangeiros" (1855), "Viagem Pitoresca à Roda do Mundo" (1855).
Considerado o introdutor do romance marítimo, Borlado é ainda autor de obras como: Trinta Anos de Peregrinação, Manuscrito Achado na Gruta de Camões, Macau, 1852, Um Passeio de Sete Mil Léguas, Lisboa, 1854 e Eugénio, Romance marítimo, Rio de Janeiro, 1846.

Nota (1): publicado na revista O Panorama, vol. XI, 13ª série, 1954 e, posteriormente, reproduzido no Boletim Geral das Colónias, nº 41, Vol VI, 1928.

2010/01/04

Templos

No templo da deusa A-Má na Barra. Macau, Dezembro de 2009 .

Templos

A sombra da baniana
guarda o eco
das vozes murmuradas
oxidadas preces
de um gesto prisioneiro
na malha húmida
do tempo...

Dissolveram-se no ar morno
e parado
fugidias íris de um templo
de água e vento
o misterioso alento
das raízes...

Rituais antigos
que o silêncio sagrado
da meditação
desenha a fogo
nas rubras clareiras
do rosto
nos brancos caminhos
do lótus
abrindo o corpo
à invasão do incenso
ao acre odor
da evasão...

Jorge Arrimar

Jorge Arrimar e Manuel Yao. Confluências. Folha de Lótus, 1997

2009/12/17

Calçada da Igreja de S. Lázaro

Calçada da Igreja de S. Lázaro. Macau, Dezembro de 2009

O Jardim de Lou Kau

O Jardim de Lou Kau ou Lou Lim Ieoc em 1908.
Fotografia publicada na Illustração Portugueza de 14 de Dezembro de 1908

Foi Lou Chéok Chi (1837-1906), mais conhecido por Lou Kau, abastado comerciante que em 1870 se fixou em Macau, que mandou construir, nas várzeas húmidas do Tap Seac, um jardim em estilo chinês, tendo, para tal, contratado em Cantão dois afamados artistas, Lau Kat Lok e Lei Tai Chun.
Chamava-se Yu Yun ou Jardim das Delícias, mas acabou por ficar conhecido pelo nome do seu proprietário inicial, Lou Kau, e, mais tarde, do seu filho primogénito, Lou Lim Ieoc. O acesso principal fazia-se «por um grande portão que abria para a Rua Almirante Costa Cabral, portão que, ainda hoje existe e dá acesso à Escola Pui Cheng (...)» (Teixeira. Toponímia de Macau, vol. 1).
Actualmente ocupa uma área de cerca de metade da inicial. Após a morte de Lou Lim Ieoc (1927), os seus descendentes alugaram parte do jardim à referida escola e, nos anos de 1950, uma área considerável do jardim, até então ocupada pelos viveiros, foi urbanizada. Em 1973, foi adquirido pelo governo e entregue ao Leal Senado. Abriu ao público a 28 de Setembro de 1974.

Fontes:
A. J. Emerenciano Estácio e A. M. de Paula Saraiva. Jardins e Parques de Macau. Instituo Potuguês do Oriente, 1993
P. Manuel Teixeira. Toponímia de Macau, vol 1. Instituto Cultural de Macau, 1997

2009/12/16

No adro da Igreja de S. Lázaro

Igreja de S. Lázaro. Aguarela de Lai Ieng. 2004
Museu de Arte de Macau

S. Lázaro


S. Lázaro, que em tempos idos foi conhecido por Bairro da Horta do Volong e onde, em 1895, a peste dizimou milhares de vidas, abrange uma área mais ou menos limitada pela Calçada do Poço, Caminho dos Artilheiros, Rua de Sanches de Miranda, Estrada do Cemitério e parte da Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida.

«O Bairro da Horta do Volong e os seus arredores não escaparam ao flagelo [em 1895] mais do isso: devia ter sido uma das zonas da cidade mais contaminadas (...). Tornando-se necessário proceder ao saneamento de todo o bairro e seus arredores, o Engº Abreu Nunes apoiado pelo Governador Horta e Costa, promoveu a expropriação de todas as casas de alvenaria daquele bairro e a destruição dos casebres e palhotas, onde criavam à solta, suínos, galináceos, etc.» (P. Manuel Teixeira, Toponímia de Macau, vol. II).

Do Bairro da Horta do Volong ficou o nome numa rua, a Rua do Volong, que começa na Calçada do Poço e termina na Estrada do Cemitério. O Volong que lhe deu o nome foi Francisco Volong, negociante chinês, cristão, que em 1856 obteve a naturalização portuguesa.

2009/12/14

Avenida Vasco da Gama


«(...) Tomaram por entre os talhões de piso de cimento da arborizada Avenida Vasco da Gama e ao fundo, todo polvilhado de uma poeira de oiro pálido sob a luz doce do Sol, num horizonte levemente carminado, apareceu um monumento (...)». Emílio de San Bruno. O Caso da Rua Volong (1928).

A Avenida Vasco da Gama foi aberta quando do saneamento da zona do Tap Seac - até então uma extensa várzea pantanosa - por ordem do governador Horta e Costa (1894-1897). Nela foram construídos o monumento de Vasco da Gama, várias escolas - entre elas a Escola Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung -, o Hotel Estoril e o Comando da Polícia de Segurança Pública.

2009/12/13

Champaca de flor branca

Champaca de flor branca no Jardim de Lou Lim Ieoc. Macau, 2009

Nativa da Malásia e Indonésia a Champaca de flor branca - Magnoliaceae, Michelia alba DC. - é uma árvore ornamental que atinge 18 metros de altura. Floresce de Maio a Setembro e as suas flores são aromáticas. Em Macau, encontram-se exemplares no Jardim de Lou Lim Ieoc e no Parque de Seak Pai Wan, e também em alguns jardins de residências antigas.
O género Michelia deve o seu nome ao botânico italiano Pietro Antonio Micheli (1679–1737).

Fontes:
Wang Zhu Hao. Árvores de Macau. Vol I. Câmara Municipal das Ilhas, 1997
Wikipedia: Michelia

2009/12/11

«Em seguida "deu vida" ao leão (...)»

Fotografia de José Neves Catela (cerca de 1930). Museu de Arte de Macau

«(...) Em seguida "deu vida" ao leão da Associação Fraternal, Desportiva e de Artes Marciais do Leão Acordado, com sede na Rua da Tercena, a qual lhes proporcionou uma "dança do leão", colorida e atlética, seguida da queima de uma fita de panchões; tudo mais barulhento e prolongado do que o recomendável. Mas os rapazes queriam valorizar as suas qualificações acrobáticas e não era todos os dias que tinham a honra e o inefável prazer de se exibir perante Suas Excelências; e havia, por outro lado, que desempenhar conscienciosamente a obrigação de exorcismar os espíritos malignos e invejosos que porventura pairassem no ambiente. Para tanto, após a dança, o leão entrou nas instalações, farejou os cantos e recantos, soprou os eventuais fantasmas que tivessem sobrevivido a todo aquele estrondear, deu-se por satisfeito, e retirou-se depois de ter embolsado o lai-si amarrado a um pé de alface nova (...)».
Rodrigo Leal de Carvalho. O Senhor Conde e as suas três mulheres. Livros do Oriente, 1999

»» Sobre a Dança do Leão ver o post Brinco de Leão

2009/12/07

Ermida da Penha

Ermida de Nossa Senhora da Penha de França. Macau, Novembro de 2009

Situada no topo da Colina da Penha, a Ermida de Nossa Senhora da Penha de França foi edificada em 1622 e reconstruída em 1837, sendo o actual edifício de 1934-1935. A capela é também conhecida por Capela de Nossa Senhora do Bom Parto, por ter sido construída junto do baluarte do mesmo nome. A história da construção da capela encontra-se associada ao cumprimento de uma promessa a Nossa Senhora da Penha. Em Julho de 1620, navegava o navio S. Bartolomeu de Macau para o Japão quando, na manhã do dia 28, deparou-se com uma nau holandesa que o seguiu por muito tempo e que, por ser mais ligeira, depressa alcançou o S. Bartolomeu. Vendo-se os marinheiros portugueses em dificuldades e sabendo-se em situação desigual e sem possibilidade de escaparem aos holandeses, pediram à Virgem Nossa Senhora da Penha de França que os acudisse, prometendo-lhes uma ermida na cidade de Macau. Logo de imediato foram socorridos livrando-se da nau holandesa. Em cumprimento da promessa, a 13 de Maio de 1621, fizeram a doação ao Convento de Santo Agostinho para que este edificasse a ermida.

Fonte: P. Manuel Teixeira. Toponímia de Macau. Instituto Cultural de Macau, 1997

2009/12/04

Tou Tei, o Deus da Terra

Tou Tei
Templo de Tou Tei, no Patane (Rua da Palmeira)

«Na China Imperial - e em Macau ainda hoje acontece -altares e nichos para os espíritos ou divindades protectoras havia-os por todo o lado. Em todos os povoados, fosse nos templos ou nos edifícios públicos, existia pelo menos um ou mais altares do Tou Tei, vulgarmente denominado "deus da terra", mas cuja designação é formada por dois caracteres que significam ambos "Terra". Os altares ficam habitualmente ao nível do solo, sempre que isso é possível, e encostado à chamada "parede espiritual" a que acolhe o portão das mansões ou residências senhoriais, e hoje, a porta dos edifícios e apartamentos (...)»
Cecília Jorge. Deuses e Divindades. Gods and Deities. Direcção dos Serviços de Correios. Macau Post. 2005

2009/12/02

Kuan Tai, o Deus-Guerreiro

No Templo do Bazar ou Hong Kung Miu

«É uma figura lendária divinizada. (...)
Este deus-guerreiro é um dos mais poderosos e respeitados do panteão chinês e deve a sua posição ao facto de personificar ao mais alto grau todas as virtudes de um guerreiro e cavaleiro. Exímio no manejo de armas, bravo e íntegro. Identifica-o a cara pintada de vermelho, a cor atribuída às personagens honestas e corajosas. Era um dos grandes generais do período dos "Três Reinos" (Século III), e foi uma das personagens que inspirou o clássico "Romance dos Três Reinos".
Kuan Tai terá sido a mais popular divindade do final da era imperial chinesa, porque era venerado e recebia sacrifícios e oferendas quer de altos funcionários da corte, quer do povo. O título de Ti ou Tai (em cantonense, equiparado a Imperador), foi-lhe conferido em finais da dinastia Ming, altura em que ascendeu a uma posição equiparada à de Confúcio no panteão chinês.
Para além do estatuto oficial de "lealdade personificada", o deus guerreiro é igualmente propiciado como divindade protectora do Comércio e Deus da Riqueza (divindade "militar", já que existe um Deus da Riqueza "civil"(...)».
Cecília Jorge. Deuses e Divindades. Gods and Deities. Direcção dos Serviços de Correios. Macau Post. 2005

Chok Chin e Seng Pui

No Lin Fong Miu. Macau, Abril de 2009

Os Chok Chin são tiras finas de bambu, com cerca de 18 cm de comprimento, que se encontram num recipiente cilíndrico também de bambu. Cada tira está numerada e cada número possui o seu respectivo significado. Ao chocalhar o cilindro, o devoto vai fazer sobresair uma dessas tiras, cujo significado será dado pelo responsável do templo.
Os Seng Pui são pequenas peças ou blocos de madeira, com cerca de 8 cm de comprimento, uma face plana e a outra curva. Quando lançados, a sorte é ditada consoante a posição em que caem.

Os Tai Sôi, deuses protectores dos anos

No Lin Kai Miu. Macau, Junho de 2009

Os Tai Sôi são divindades protectoras dos anos de vida e cada Tai Sôi protege um ano de idade. Estes contam-se de um a sessenta. "Cada período de 60 anos corresponde ao ciclo sexagenário do calendário chinês e cada T'ai Sôi vigia um determinado ano; ao completar os 60 atinge a vida plena e volta» (P. Manuel Teixeira. Pagodes de Macau)
No Ano Novo Lunar, os devotos prestam culto à divindade correspondente à sua idade, oferendo-lhe papel-dinheiro e pivetes que são colocados nos pequenos incensórios que se encontram em frente da sua imagem.

2009/12/01

Macau Sã Assi

É pró menino e prá menina!!!

Perigoso!

Na Taipa. Novembro, 2009

2009/11/28

No Pau Kong Miu

Pau Kong Miu
Pau Kong Miu. Macau, 2009

"Traços em todas as direcções. Em todos os sentidos vírgulas, colchetes, parênteses, dir-se-ia que acentos, em qualquer altura, a todos os níveis; desconcertantes moitas de acentos (...)
Henri Michaux, Ideogramas na China. Cotovia e Fundação Oriente, 1999

2009/11/27

Igreja de S. Domingos

Igreja de S. Domingos. Macau, Maio de 2009

Igreja de Santo António

Igreja de Santo António. Macau, Agosto de 2009

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Taipa, Junho de 2009

2009/11/20

A penteadeira

Fotografia de José Neves Catela, do Museu de Arte de Macau - "Memórias Reveladas"

«(...)
O cabelo negro, longo e corredio, foi penteado e preso por um comprido pente de madeira onde ficou enroladao.
Em seguida e com uma escova, a penteadeira estendeu no cabelo uma espécie de líquido pegajoso ou goma - Pau-Kan, que é um veneno forte, extraído da casca de certa árvore, posto de infusão em água fria.
Depois daquela operação, o pente foi substituído por um travessão de ferro e o cabelo, que estava cuidadosamente repuxado e muitoliso, ficou amarrado por baixo com um fio vermelho.
(...)
Duas fitas atadas por debaixo do queixo e passando uma por cima da cabeça, a outra pela nuca, conservavam o penteado na posição devida e o resto da trança, solta, ia sendo cuidadosamente engomada e presa em voltas sucessivas sobre um grande gancho e depois em torno de quatro agulhas que, mudando de posição sobre o caracol, permitiam que este fosse avolumando compacto e apertado, sendo o cabelo continuamente penteado e engomado para este fim.
Assim se ia formando, metodicamente, o Tou-T'chi-Kai - que é o nome que tem este penteado especial, para festas.
A penteadeira ia torcendo a trança com perícia até que chegou ao fim, restando apenas esconder nas voltas do penteado as últimas pontas dos cabelos.
Tirou as agulhas que não eram já precisas e, com um pente e a escova gomosa, deu ao penteado a aparência de uma casca de coco, mas negra, perfeitamente lisa e lustrosa, como ébano polido.
(...)»
Jaime do Inso. O Caminho do Oriente. Instituto Cultural de Macau, 1996, 2ª edição.

2009/11/17

O Jardim das Proibições

No jardim da Cidade das Flores, na Taipa (Julho de 2009)

É um pequeno jardim em estilo chinês. Fica na Taipa e chama-se Jardim da Cidade das Flores, designação simpática para uma cidade de betão.
Mas, aquela profusão de tabuletas... transforma-o num verdadeiro jardim das proibições.

Tai Pou Lam: a largas passadas

A Rua de S. Domingos ou Tai Pou Lam (Fotografia de Junho de 2008)

Conhecida, entre os portugueses, por "Rua das Mariazinhas" - nome de uma loja que aí existiu, que vendia principalmente brinquedos - a Rua de S. Domingos, ou antes, o troço que vai do entroncamento da Rua da Palha até à Calçada das Verdades, designa-se, em chinês por Tai Pou Lam, o que significa "a largos passos". Gonzaga Gomes* explica que a rua fora outrora uma via de prédios baixos, bastante batida pelo sol, cujo pavimento escaldante obrigava «os chineses de pés descalços» a atravessá-la em passo de corrida. Daí a razão do nome "a largos passos".
Contudo, esta designação reporta-se apenas ao troço já referido. A Rua de S. Domingos designa-se, em chinês, «Pán Tchéong Tóng Kâi, isto é, a Rua do Templo das Tábuas; provindo esta denominação do facto da primitiva igreja ter sido construída em madeira. Esta igreja é, porém, também conhecida entre os chineses, pelo nome de Mui Kuâi Tóng, o Templo das Rosas».

A designação Tai Pou Lam merece ainda outra explicação, esta ligada à lenda. É também de Gonzaga Gomes, atribuindo-lhe a designação aos "Espectros de Tai Pou Lam"**. A rua «(...) vulgarmente designada pelo povo com o nome de Tái-Pou-Lám ou Tái-Pou-Láp, que significa "galgar a grandes pernadas", querendo com isto dizer que tal via deve ser transitada a largas passadas pois, na época que assim a alcunharam, dizia-se que o indivíduo que ousasse caminhar nela, durante a noite, era infalivelmente alvo duma chuva de grãos de areia e de pedra miúda lançada por mãos desconhecidas, decerto pelas almas penadas que estavam residindo numa das duas ou três casas que existiam naquele remoto local, então considerado como um dos pontos extremos da cidade».

* Luís Gonzaga Gomes. Macau, Factos e Lendas. ICM, 1994
** Luís Gonzaga Gomes. Lendas Chinesas de Macau. Notícias de Macau, 1951

2009/11/13

Flores Muito Agradáveis

Na Avenida Horta e Costa. Macau, 2009

Mosteiro de Pou Tai

Mosteiro de Pou Tai. Taipa, 2009

Situa-se no sopé oriental da montanha da Taipa Pequena (com acessos pela Estrada de Lou Lim Ieoc e Rua do Minho) e foi construído em 1925. É o Mosteiro de Pou Tai ou Pou Tai Un e compõe-se de diversos pavilhões situados a diferentes níveis. Aqui "confraternizam os deuses do panteão hindu de mistura com os do panteão tauista e budista chinês". O Sam Pou Tin ou o pavilhão dos Três Budas Preciosos, com Saquiamuni ao centro, Siu Choi Un Sau à direita e Amitabha ou O Mei To Fat, à esquerda; o pavilhão dos mortos, repleto de gavetas com as cinzas dos defuntos e as respectivas fotografias no exterior das gavetas; um pavilhão destinado à meditação, outro dedicado a Pak Tai e ainda um dedicado à deusa da Misericórdia, onde se venera Kun Iam dos 42 braços.

Fonte: P. Manuel Teixeira. Pagodes de Macau. Direcção dos Serviços de Educação e Cultura, 1982

Cântico do Outono

O canto dos insectos
ainda se demora
nos degraus do outono

O leque perfumado
deixa de ser
a casa da brisa

Desfolham-se os olhos
numa melodia oculta

Manuel Yao

Jorge Arrimar e Manuel Yao. Confluências. Folha de Lótus. Macau,1997

2009/11/10

Casa Cultural de Chá de Macau

Edifício onde se encontra instalado o museu dedicado ao chá - a Casa Cultural do Chá. Inaugurado em 2005, fica situado no jardim de Lou Lim Ieoc.

2009/11/06

Templos

A sombra da baniana
guarda o eco
das vozes murmuradas
oxidadas preces
de um gesto prisioneiro
na malha húmida
do tempo...

Dissolvem-se no ar morno
e parado
fugidias íris de um templo
de água e vento
o misterioso alento
das raízes...

Rituais antigos
que o silêncio sagrado
da meditação
desenha a fogo
nas rubras clareiras
do rosto
nos brancos caminhos
do lótus
abrindo o corpo
à invasão do incenso
ao acre odor
da evasão...

Jorge Arrimar

Jorge Arrimar e Manuel Yao. Confluências. Folha de Lótus. Macau,1997

Kun Iam

A Deusa Kun Iam
(Árvore do Pagode, na Calçada do Monte. Macau, 2009
)

2009/11/05

A Rua de Nossa Senhora do Amparo

Rua de Nossa Senhora do Amparo. Macau, Outubro de 2009

Começa na Rua da Tercena, próximo do Pátio das Calhandras e acaba na Rua dos Mercadores, onde entronca, juntamente com a Rua dos Ervanários. Com a designação de Amparo existem, ainda, uma Calçada e um Pátio. A Calçada do Amparo parte da Rua de S. Paulo e termina na de Nossa Senhora do Amparo. O Pátio situa-se junto à calçada.
Tal como a Rua da Tercena, a de Nossa Senhora do Amparo era marginal e só tinha casas do lado do Monte. Neste local existiu a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, que foi edificada em 1633.

Fonte: P. Manuel Teixeira. Toponímia de Macau, Volune 1, ICM, 1997

2009/10/27

«É o pagode de Na T'cha Miu»

Templo de Na Tcha na Calçada das Verdades. Macau, 2009

«Naquele isolamento de bairro popular e onde enxameiam garotos seminus numa liberdade feliz pelas calçadas, íngremes do Monte, naquele recanto escondido e talvez desconhecido de tantos europeus que passaram por Macau, fica um dos mais interessantes pagodes desta cidade, não pela riqueza, que a não possui, mas pelo aspecto, pelo típico cenário em volta e, sem dúvida, pela história e tradição que desconheço, mas que há-de ter.
É o pagode de Na T'cha Miu.
(...)
Chega uma mulher, uma chinesa de calças e cabaia de seda negra - como os chineses costumam usar na época do calor - e espeta dois pequenos pivetes acesos em frente do tosco altaraberto numa parede e ao nível da rua superior.
Para baixo desciam uns degraus de longos blocos de granito que formavam o piso do pequeno santuário.
Rodolfo quedou-se examinando aquele ambiente extraordinário de um templo em plena rua e foi seguindo atentamente as preces da chinesa.
Outro altar, formado por uma singela mesa de madeira com ornamentos vermelhos, estava junto do primeiro e em cima dele ardiam também pivetes, em honra de desconhecidas divindades.
Entre ambos, uma espécie de forno ou fornalha enegrecida pelo fumo servia de crematório aos múltiplos papéis que, com intenções várias, os chineses destinam a implorar favores aos espíritos do Além.
Duas tabuletas verticais, vermelhas e misteriosas, com franjas que oscilam ao vento, pendiam das colunas que sustentavam, cobrindo a estreita rua, o telhado do exótico tabernáculo.
(...)
Havia um cheiro doce e enjoativo no ambiente - do fumo dos pivetes queimados - e as lanternas suspensas do tecto, bem como as oferendas, tabuletas de madeira ou de seda que pendiam das paredes, vermelhas e cheias de caracteres negros ou dourados, tudo tinha o mesmo tom enegrecido pelos muitos pivetes e orações evoladas sobre a forma de papéis ardidos.»
Jaime do Inso. O Caminho do Oriente. Instituto Cultural de Macau, 1996, 2ª edição.

2009/10/14

Reminiscências - Fotografias de Macau Antigo

Fotografia de Lei Iok Tin, 1945

"Reminiscências - Fotografias de Macau Antigo", patente no Museu de Arte de Macau, apresenta fotografias de Macau de 1920 a 1960, da autoria de José Neves Catela e de Lei Iok Tin, entre outros. Um retrato de Macau antigo e das suas gentes.

2009/10/04

Pois da Lua muito se conta...

Lanternas no Largo do Senado. Macau, Setembro de 2009


«(...)
Pois da Lua muito se conta e sempre o homem imaginou ver nela formas, expressões, encantos e fantasias. E sempre pensou poder um dia lá entrar e descobrir todos os mistérios. Mas a Lua é tão misteriosa que mesmo depois de os astronautas lhe terem feito várias visitas, e imagens suas correrem mundo, a verdade é que continua a apaixonar, a dar inspiração, a conservar um encanto que sempre fará inveja ao Sol, que sendo quem nos dá a vida nunca encerrou os encantos lunares. A Lua é feminina, é bela, carinhosa e misteriosa, o Sol é masculino forte, quente, e não nos deixa olhá-lo de frente porque a sua luz cega. É sempre o deus criador da mitologia. Na cosmografia chinesa ele é Yang, e a Lua é Ying.
(...)»
Fernando Sales Lopes. Terra de Lebab. Colecção Macau e as suas Gentes. IPO / IPM

Festa do Bolo Lunar


Festa do Bolo Lunar

Há nestas lanterninhas mágicas
com que crianças passeiam na noite
a sua inocente pertença
a esta terra e às raízes

uma acolhedora intimidade de casinhas ambulantes
como se em torno de cada lanterninha
uma família se reunisse a celebrar
- e eu do lado de fora de cada janela entreaberta

Carlos Frota. Dos Rios e Suas Margens. Macau, 1998

2009/07/16

Kigelia

Kigelia aethiopica Decne, pertencente à família Bignoniaceae, no Jardim Cidade das Flores. Taipa, Julho de 2009

2009/07/15

Macau Sã Assi

Na Rua da Palha, em Macau. Julho de 2009

Sopa de fitas ou wan tan min é uma sopa de massa em forma de fitas achatadas servidas num caldo e acompanhadas por wan-tans (pequena bolas de massa recheadas com carne ou camarão) e legumes (choi sum). Muito popular, a sopa de fitas é um prato disponível a qualquer hora do dia, existindo inúmeros pequenos restaurantes e cozinhas ambulantes especializados em wan tan min e denominados loja ou estabelecimento de sopa fitas.

O Mestre do Feijão

O «Mestre do Feijão de Macau», na Rua da Praia do Manduco. Macau, 2009

2009/07/03

A Dança do Dragão


A Dança do Dragão

Que bom ter os dentes ferozes
de um dragão particular
para esconjurar os maus espíritos
em todas as esquinas da vida

e os seus olhos enormes
e o seu corpo do tamanho
dos espaços siderais

meu dragão meu protector
meu boneco de papel colorido
minha imagem de mim
qual sonhador
de um passado de um futuro protegido

Carlos Frota. Dos Rios e Suas Margens. Macau, 1998

2009/05/11

Jardim da Flora

Jardim da Flora. Macau, Maio de 2009

Jardim da Flora: Árvores do Sabonete

Sapindus Mukorossi e Sapindus Saponaria no Jardim da Flora. Maio de 2009

2009/05/10

Igreja da Sé

Igreja da Sé. Macau, Maio de 2009


Na parede lateral da Sé (na Calçada de S. João) existe uma laje com a seguinte inscrição:
«Erecta
A. D. MDCCCXLIV
J.T. de Aquino del»
Contudo, a primitiva catedral de Macau era uma pequena ermida construída em taipa, provavelmente neste mesmo local, que terá sido substituída por outra em 1622. O actual edifício, que data de 1844, foi delineado pelo arquitecto macaense Tomaz d'Aquino e o relógio, colocado quando da subida ao trono de D. Pedro V, foi fabricado em Inglaterra e comprado com subscrições feitas em Macau, Hong Kong e Cantão.

2009/05/06

Igreja da Sé

Largo e Igreja da Sé. Macau, Maio de 2009

«Não existem registos sobre a data da primitiva construção, embora haja referência à construção de um edifício em taipa em 1622, que seria restaurado em 1743. Durante o restauro de 1780 os serviços religiosos da Igreja da Sé foram temporariamente transferidos para a antiga capela da Santa Casa da Misericórdia. A fachada do edifício apresenta duas torres gémeas que marcam a imagem geral do Largo em que se situa. O seu exterior encontra-se revestido com reboco cinzento (conhecido por Shanghai plaster), conferindo à igreja uma aparência monolítica e austera. in «RC - Revista de Cultura», nº 15, Julho de 2005.

O Centro Histórico de Macau

Rede do Património Cultural de Macau: Igreja da Sé

2009/05/04

O motociclista e o seu cão

Macau, Maio de 2009

2009/04/30

O Palácio do Soberano do Norte

Templo de Pak Tai, o Soberano do Norte. Taipa, Abril de 2009

Pak Tai, o soberano do Norte ou dos deuses do Norte, é o titular deste templo situado no Largo de Camões, na Taipa, que teve, em tempos ainda recentes, o Canal dos Estaleiros à sua frente. Compunha-se de três pavilhões. Hoje, apenas resta o pavilhão central com a entrada protegida pelos "deuses das portas", cujas imagens se encontram pintadas nas enormes portas de madeira.
No altar central, Pak Tai, o titular do templo. Segundo a lenda, «Pak T'ai era um príncipe que foi imortalizado pela sua ilustração e coragem, recebendo então o título de Imperador do Norte. Foi nomeado comandante das 12 legiões celestes com o fim de impedir que um Rei-Demónio devastasse a terra. Este suscitou contra ele uma tartaruga verde e uma serpente gigante, mas Pak T'ai venceu-as, conseguindo também vencer o Demónio-Rei. Devido a esta vitória, recebeu o título de Supremo Imperador do Céu Negro»(in Pagodes de Macau).
Tal como nos outros templos chineses, também aqui presta-se culto a várias divindades: a Kam Fá, a deusa das flores douradas, protectora das mulheres e das crianças, a Choi Pak, o deus da sorte, a Wá Kuong, o deus dos impossíveis, entre outras divindades.
No terceiro dia da terceira Lua comemora-se o aniversário de Pak Tai, divindade protectora de tudo e de todos e a quem se deve muitos feitos milagrosos: «aqui vela pelos habitantes da Taipa, como há milhares de anos velara pelos do norte» (in Pagodes de Macau), curando doentes, auxiliando no combate a incêndios ou expulsando piratas. Durante as festas do seu aniversário, no Largo do Camões, ergue-se uma enorme estrutura de bambú onde se realizam espectáculos de ópera.

Fontes:

Leonel de Barros. Templos, Lendas e Rituais - Macau
Padre Manuel Teixeira. Pagodes de Macau
José Simões Morais. «Olhar para o templo de Pak Tai». Tai Chung Pou de 9 de Abril de 2008

Rede do Património Cultural de Macau: Templo de Pak Tai

2009/04/23

Barragem de Hac-Sá

Ponte suspensa no Parque Natural da Barragem de Hac-Sá em Coloane.

Na Rua da Felicidade

Secagem de carne à porta de uma residência na Rua da Felicidade.