quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Casamento

Jardim de Lou Lim Ieoc, Novembro de 2007

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cores do Oriente

«Sombrinha». Casa de Lou Kau, Macau. Outubro de 2007

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Lua do «Bate-Pau»

- Primeira lua do Outono,
que navegas nos espaços,
nas lanternas das crianças
caíste à terra em pedaços! -

Como leque de missangas,
abriu-se a noite, em Macau.
Lua cheia, em miniatura,
é um bolo «bate-pau».

Os planetas e as estrelas
dançam à roda da Lua.
Jovens, de balões acesos,
rodopiam pela rua.

(...)

Padre Benjamim Videira Pires, Setembro de 1974

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A flor mágica da Fénix

Já ninguém sabia o seu verdadeiro nome. Todos a conheciam por menina com mãos de fada, Qiao Gu. Bem merecido o nome, pois Qiao Gu sabia fiar, tecer e bordar como ninguém.
Filha de camponeses pobres, Qiao Gu estava noiva de Man Cang, também ele filho de camponeses. Ambas as famílias eram pobres, tão pobres que os noivos apenas receberam, como prenda de noivado, uma porção de arroz e alguns legumes. Por sua vez, Qiao Gu propôs-se a confeccionar o seu enxoval de noiva e para tal recebeu do noivo, não os tecidos, porque isso não estava ao alcance da sua bolsa, mas alguns quilos de algodão.
Qiao Gu fiou o algodão, depois teceu-o e, por fim, fez um vestido para si. Pronto o vestido, bordou-o tomando como modelo as prendas de noivado – espigas de arroz num amarelo dourado, couves de um verde-esmeralda, pimentos e favas em tons de violeta – e ainda muitas, muitas, flores e borboletas.
Ao fim de três meses, o vestido ficou pronto. Estava lindo! Tão bonito ficou que, imediatamente, despertou inveja a Flor de Ouro, uma jovem vizinha de Qiao Gu, também noiva, mas esta do filho de uma família rica que vivia na cidade. Flor de Ouro propôs, então, que lhe desse o vestido, e em troca oferecia-lhe dez casacos de seda bordada. Qiao Gu não aceitou e, furiosa, Flor de Ouro, agarrou no vestido e fugiu a correr com ele. Desesperada Qiao Gu foi atrás dela que, vendo-se apanhada, atirou com o vestido para cima de um muro alto. Nesse preciso momento, umas pegas, seduzidas pelas cores dos bordados, desceram em voo rasante e levaram-lhe o vestido.
Muito chorou Qiao Gu. Por fim, já mais calma, decidiu recuperar o vestido que as pegas lhe haviam roubado. Com o resto do algodão confeccionou uma grande rede para nela apanhar as pegas. Pronta a rede, esperou que as pegas voltassem. Assim que elas pousaram no telhado da sua casa, estendeu a rede no chão e deitou algumas sementes. As pegas foram, de imediato, à comida e Qiao Gu rapidamente fechou a rede onde ficaram presas muitas e muitas pegas, quase uma centena delas. De repente, estas levantam voo, arrastando consigo Qiao Gu. Voaram, durante várias horas, em direcção ao sol nascente. Por fim, chegaram a uma floresta, cujas árvores de um verde cor de jade se encontravam repletas de pássaros de todas a cores. Momentos depois de as pegas pousarem e de os pássaros começarem a cantar, surge uma mulher – fada ou divindade – coberta com o lindo vestido que Qiao Gu bordara. Sabendo que Qiao Gu viera com as pegas para recuperar o vestido, a mulher ofereceu-lhe outro em troca, que Qiao Gu recusou, alegando querer vestir, no dia do seu casamento, o vestido feito pelas suas próprias mãos.
A mulher assentiu, dando o devido apreço aos argumentos de Qiao Gu. Devolvendo o vestido, de imediato desaparece, deixando Qiao Gu espantada, pois em seu lugar surge uma Fénix de cores resplandecentes que, ao levantar voo, foi logo seguida de todos os outros pássaros.
Qiao Gu compreendeu, então, que tudo fora obra da Fénix transformada em mulher.
A partir desse dia, e mesmo já depois do casamento, as pegas tornaram-se as guardiãs do vestido. Mesmo quando ia trabalhar, Qiao Gu gostava de levar consigo o vestido, colocando-o no chão. Então, as pegas poisavam junto do vestido para garantir que ninguém o vinha roubar.
Mas um dia, em que Man Cang e Qiao Gu foram ceifar, Flor de Ouro passou por ali e viu o vestido. Agarrou nele e vestiu-o logo. Mas as pegas estavam de vigia, e mal Flor de Ouro acabara de o vestir, caíram sobre ela e bicaram-na toda. Grande foi a confusão, tão grande que o vestido bordado acabou por ficar em pedaços e Flor de Ouro toda picada.
Os vários pedacinhos de vestido bordado, soprados pelo vento, pareciam flores de muitas cores que eram perseguidas por borboletas.
No ano seguinte, pela Primavera, nos campos onde os pedacitos de vestidos pousaram, rebentos de balsamináceas surgiram e, lá para os finais do Verão, começaram a desabrochar as primeiras flores, de cores resplandecentes que mais pareciam uma Fénix de asas abertas...

Conto tradicional Han, adaptado por MJ.

Manchester United?

«Sapataria Manghester United», Rua da Emenda. Macau, Setembro de 2007

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Casa de Lou Kau

Casa de Lou Kau. Macau, Setembro de 2007

Casa de Lou Kau

Casa de Lou Kau, Macau, Setembro de 2007

«Construída por volta de 1889, esta casa foi a residência de Lou Kau, destacado comerciante e grande proprietário chinês. A localização desta antiga e nobre residência tradicional chinesa, próximo do Largo do Senado e do Largo da Sé, ilustra bem os diversos perfis sociais presentes no centro da antiga "cidade cristã". Construída em tijolo cinzento, com dois pisos e vários pátios interiores, apresenta as características típicas de uma residência chinesa de estilo xiguan». in «RC-Revista de Cultura», nº 15, Julho de 2005.

O Centro Histórico de Macau

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Fragmentos

Torre prestamista na Travessa da Felicidade. Taipa, Agosto de 2007

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Espíritos esfaimados

Almas penadas, espíritos esfaimados ou errantes vagueiam pela terra neste 7º mês lunar. Uma espécie de férias para essas almas quando, no 15º dia da sétima lua, o deus dos infernos lhes abre os portões e os deixa sair e viajar livremente por toda a terra. São as almas dos desgraçados que não tiveram descendência que lhes prestasse o devido culto, são as almas dos que faleceram de forma acidental, dos pecadores, das vítimas de homicídio, dos suicidas, dos doidos, dos afogados, das raparigas solteiras, enfim, são almas inquietas.

Sobre esta festividade dos Espíritos Errantes, transcrevo de O Culto dos antepassados em Macau *: «Em Macau, a crença nos espíritos errantes é ainda muito forte. Atribui-se-lhes toda a espécie de males que afligem a família: doenças, acidentes, insucesso escolar, perda de emprego, mau feitio do marido ou da mulher, desprezo pela esposa e busca de amantes, abandono do lar, alcoolismo e droga Os kwai são essencialmente maléficos. Rodeiam as casas, vagueiam pelas ruas, campos, aldeias e cidades à espreita para atacar as suas vítimas. Para os manter à distância, as famílias propiciam e oferecem-lhes alimentos, roupa e dinheiro de papel. Os chineses comparam-nos aos pedintes e bandidos: é necessário oferecer-lhes alguma coisa para que se vão embora e deixem as pessoas em paz. Como são estranhos, as ofertas põem-se sempre fora de casa. É possível observar com relativa frequência, junto à porta de entrada das casas e dos prédios, tigelas e pratos com alimentos oferecidos aos kwai. Esses pratos e tigelas utilizados no ritual deixam-se três dias voltados ao contrário para proteger a família da poluição, pois tudo o que é tocado pelos kwai fica contaminado, torna-se impuro e perigoso».

A Festividade dos Espíritos Esfaimados ou Yu Lán Tchi termina no 30º dia da 7ª lua. Nesse dia, as almas errantes são obrigadas a regressar. Saciadas, por certo, com as refeições de pato, de galinha ou de leitão; satisfeitas com as oferendas de roupas, relógios, cigarros, etc. - feitas de papel e bambu - e que foram queimadas nas ruas, à porta de casa, dos cemitérios, nos templos.


* António Pedro Pires, O Culto dos antepassados em Macau. Edições Afrontamento, 1999

Fragmentos

Figura mitológica. Templo de Sam Po, na rua Fernão Mendes Pinto, na Taipa. Agosto de 2007

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Janelas de Macau

Grades e estendal de roupa num edifício na Av. Sidónio Pais. Macau, Junho de 2007

Cemitério Protestante

Cemitério Protestante. Macau, Maio de 2007

«Este cemitério atesta a diversidade do perfil social da comunidade de Macau. Situado próximo da Casa Garden, constitui um testemunho da primeira comunidade protestante de Macau. A sua capela, de 1821, é conhecida por "Capela Morrison", em homenagem a Robert Morrison (1782-1834), autor do primeiro dicionário chinês-inglês e da primeira tradução da Bíblia para chinês. George Chinnery (1774-1852), importante artista inglês, também se encontra aqui sepultado, ao lado de outras figuras proeminentes da época, incluindo vários oficiais da Companhia Inglesa das Índias Orientais e protestantes americanos e ingleses». in «RC-Revista de Cultura», nº 15, Julho de 2005.

Horário: das 9:00 às 17:30 horas

O Centro Histórico de Macau

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Um chá perfeito

Sentamo-nos em almofadas colocadas naquele chão empedrado à portuguesa.
Em gestos lentos, delicados, precisos, um a um somos servidos de chá, em pequeníssimas taças. Em silêncio, saboreamo-lo. Há harmonia, perfeição, em cada gesto, em cada momento.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

O culto do Chá

Cerimónia do Chá no Tap Seac, 21 de Julho de 2007

«O Cháismo é um culto baseado na adoração do que é belo entre os factos sórdidos da existência diária. Incute pureza e harmonia, o mistério da caridade mútua, o romantismo da ordem social. Consiste essencialmente numa adoração do Imperfeito, já que é uma tentativa terna de atingir algo possível nesta coisa impossível a que chamamos vida.
A Filosofia do Chá não é mero esteticismo na acepção vulgar do termo, porque exprime, conjuntamente com a ética e a religião, todo o nosso ponto de vista a respeito do homem e da natureza. É higiene, porque impõe limpeza; é economia, porque revela o conforto que existe na simplicidade, mais do que no que é elaborado e caro; é geometria moral na medida em que define o nosso sentido de proporção face ao universo. Representa o verdadeiro espírito da democracia oriental ao fazer de todos os seus partidários aristocratas no gosto». Kakuzo Okakura, O Livro do Chá. Cotovia e Fundação Oriente, 1998

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Anúncios e Tabuletas

Beco do Coral. «Estatutos do Grupo Desportivo "Jardim de Amizade"». Macau, 2007

domingo, 15 de julho de 2007

Travessa do Hó Lo Quai

Travessa do Hó Lo Quai. Macau, Julho de 2007

Beco da Ostra

Beco da Ostra. Macau, Julho de 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

Marciano António Baptista

Marciano António Baptista (1826-1896). A Praia Grande vista do sul.
Lápis e aguarela sobre papel. Cerca de 1875-1880
(Imagem: Museu de Arte de Macau)


Marciano António Baptista nasceu em Macau, em 1826. Estudou no Seminário de S. José e foi aluno de George Chinnery. Em 1850, instalou-se em Hong Kong onde foi professor no St. Saviour's College e na Victoria Boys Scholl. Morreu em Hong Kong, em 1896.

A Avenida com o seu nome, situada no Aterro Exterior, começa na Avenida da Amizade e termina na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues.

sábado, 7 de julho de 2007

Anúncios e Tabuletas

«Associação Saudavel de Macau». Rua do Matapau. Macau, Julho de 2007

Igreja e Seminário de S. José

Igreja de S. José. Macau, Julho de 2007

«Fundado em 1728, o antigo Seminário constituía com o Colégio de S. Paulo a principal base para o desenvolvimento do trabalho missionário na China, no Japão e na região. O Seminário de S. José propiciava um currículo académico equivalente ao de uma universidade e, em 1800, a rainha D. Maria I atribuiu-lhe o título real de "Casa da Congregação das Missões". Adjacente ao Seminário, a Igreja de S. José, construída em 1758, constitui um modelo exemplar de arquitectura barroca na China, conforme é referido no Atlas mundial de la arquitectura barroca, publicado pela UNESCO em 2001». in «RC-Revista de Cultura», nº 15, Julho de 2005.

Horário: Igreja - das 10:00 às 17:00 horas (acesso peela Rua do Seminário); Seminário encerrado ao público.

O Centro Histórico de Macau

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Rua do Matapau

Em chinês designa-se Kat Chai Kai, ou seja, Rua da Tangerina. Em português, Rua do Matapau.
Mata-pau é o nome dado a diversas plantas da família das gutíferas; por matapáus eram conhecidos os vendedores de tangerinas, os quais possuíam, nesse local, as suas lojas ou bancas de venda de tangerinas.
A rua fica situada entre a Avenida de Almeida Ribeiro e a Rua da Barca da Lenha; começa junto à Travessa de Hó Ló Quai e termina na Rua dos Mercadores.


terça-feira, 3 de julho de 2007

Festa no templo de Na Cha

Oferendas a Na Cha. Macau, Julho de 2007

Na Calçada das Verdades, entre as travessas de Sancho Pança e de D. Quixote, encontra-se um pequeníssimo templo, com uma única parede e a cobertura suspensa por colunas de pedras, dedicado a Na Cha, um deus criança.

Conta-se que este deus criança, quando humano, fora de tal forma traquina, tão irrequieto, que os pais se viam obrigados a mantê-lo preso a uma argola. Mas, escapava sempre. E corria tão depressa que parecia ter rodas nos pés. Assim é representado, com uma argola dourada na mão e rodinhas nos pés. Não queria nascer, sentia-se bem no ventre de sua mãe, e só de lá saiu ao fim de três anos, já vestido, como era costume então, de bibe ou avental vermelho e dourado. No décimo oitavo dia do quinto mês lunar (este ano, 2 de Julho), há festa no seu templo. E Na Cha, deus criança e patrono de crianças, protege-as contra espíritos malignos, males e doenças, carimbando-lhes o umbigo.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Coloane

Coloane, Maio de 2007

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Os cheiros de Macau

Loja de Carnes Fumadas e Assadas na Rua dos Mercadores. Macau, Junho de 2007

Há, em Macau, cheiros únicos, intensos. São os cheiros da comida confeccionada na rua, nas cozinhas ambulantes, do arroz cozido, das carnes fumadas, do peixe seco, dos incensos queimados às portas das lojas, em pequeníssimos altares, ou nos inúmeros altares localizados em becos, pátios, travessas. Há os cheiros a humidade e a mofo de mistura com os cheiros da fruta ou das flores oferecidas aos deuses. E o cheiro das flores das frangipanias. São cheiros que nos ficam na memória, que recordamos quando, longe daqui, entramos nalguma Chinatown. Não são os cheiros da Índia, esses sim, muito fortes, pois aqui não entra o cheiro das especiarias. Como também não são as cores da Índia, os amarelos, os encarnados ou os rosas vivos. São outros tons, outros amarelos, outros vermelhos, são os dourados. E os verdes, os verdes de Coloane, das imensas árvores do pagode ou das árvores do coral. Os vermelhos das acácias ou os vermelhos das bombáceas, que só dão flor no inverno.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Anúncios e Tabuletas

«Esta Belecimento de Comidas Para Saúde e Longividade U Pou Vo». Macau, Estrada Coelho do Amaral. Junho de 2007


sábado, 16 de junho de 2007

No jardim de Lou Lim Ieoc

Jardim de Lou Lim Ieoc. Junho de 2006

Dia quente e húmido. O céu azul.
No lago, flores de lótus. Brancas e rosas.
Sentados nos bancos, os velhos conversam. Outros jogam.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Cores do Oriente

Templo de Chok Lam Si. Macau, Junho de 2007

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Lin-Tchi-Fá

Jardim de Lou Lim Ieoc, Macau. Maio de 2007


Lótus! Flores da noite, flores sagradas
De folhas verdes, longas, espalmadas.
Flores brancas e rosadas, flores de lago,
Que a lua beija e despe numa afago.

(...)

Cobrindo os lagos quietos, azulados,
Ó flores de lótus de botões rosados,
Lembrais-me... seios castos, virginais,
Pombas brancas fugidas dos pombais.

(...)

Maria Anna Acciaioli Tamagnini. Lin Tchi Fá. Flor de Lótus. Editorial Tágide, 2006

Anúncios e Tabuletas

«Canto de Felicidade - Vesidos de Noiva», na Rua de Sacadura Cabral, Macau. Maio de 2007

domingo, 27 de maio de 2007

As mãos de Lam Seng


«(...)
Até que o segredo veio parar às mãos de Lam Seng. Que continuava a fazer os bonequinhos de massa tal qual Liu Shih os fizera. Lam Seng nada sabia de Liu Shih. Mas ouvira o pai e o avô garantirem que aquele que iniciara aquela arte se perdia já na noite dos tempos.
Mais lhe tinham garantido o pai e o avô: que ele era agora o único a estar na posse do segredo.
(...)
Hoje Lam Seng já não é o jovem que, há mais de vinte anos, assentou a sua banca naquela esquina de Macau, ali no Largo do Senado.
Hoje os anos já pesam sobre ele e as pessoas chamam-lhe, carinhosamente, o «tio Lam».
Mas das suas mãos continuam a sair bonequinhos de massa como mais ninguém os faz.
(...)».
Alice Vieira. «As mãos de Lam Seng». Contos e Lendas de Macau. Editorial Caminho, 2002.

Contos e Lendas de Macau

terça-feira, 22 de maio de 2007

Festeja-se um deus budista, levanta-se um grande barracão

«Ali para os lados do povo de Patane, defronte do pagode de Ling-Cae, festeja-se um deus budista, levanta-se um grande barracão para representações teatrais. É sempre este o pretexto. As confrarias, no louvável propósito de divertirem os santos e de angariarem pecúlio, escolhem os dias memoráveis, que põem em alvoroço os fiéis, para erguerem teatros e contratarem companhias; o local é a rua, geralmente o terreno plano, que de regra defronta com o templo.
O teatro é uma vasta construção de bambu, coberta depois de colmo e esteiras; ergue-se em quatro ou cinco dias, e em igual tempo se desfaz, no fim da festa; tão sólido que resiste aos embates de milhares de curiosos, embora não se aplique um único prego, um único parafuso, ligadas tábuas e varas simplesmente por fibras de rotim. Ao fundo levanta-se o estrado para a cena; de cada lado um outro grande estrado, para os espectadores, divididos por sexos; e fica ao centro um espaço livre, descoberto, para a ralé que não paga, e que por ali irrompe, numa onda compacta de muitas centenas de cabeças.
(...)
Estudemos a cena. Não há bastidores, não há quase cenário; o espectador, advertido por certas convenções, um bambu figurando um cavalo, um cortinado figurando uma cama, tem de imaginar o resto; árvores em jardins, portas de entrada, escadarias, aqui uma ribeira, além uma colina, tudo se imagina. Não há actrizes (*); os papéis de mulheres são dados a homens, educados no disfarce; sendo tido por incompatível o belo sexo com a profissão, julgada ínfima. A música, a um canto, atordoa os ares, e ao compasso das suas flautas, dos seus atãs, ergue-se a voz intencionalmente em falsete dos figurantes, acompanhada dos gestos mais bruscos, das mímicas mais truanescas, que parecem constituir a suprema perfeição destes excêntricos. E contudo, ouvida a peça, traduzida por um meu companheiro prático na língua e nos costumes, mais uma vez me convenci de que não há originalidades; os povos destacam-se uns dos outros pela sua aparência, por simples divergências superficiais; no fundo, no seu modo de sentir, mostram-se sempre irmãos. Imaginem que estas estranhas representações, que tanto impressionam a nossa curiosidade de ocidentais, dariam, com um mero trabalho de tradução e adaptação, excelentes operetas para a Trindade, ao puro sabor dos alfacinhas». [Dezembro de 1890]
Wenceslau de Moraes. «Na Rua». Traços do Extremo Oriente. Parceria A. M. Pereira, 2ª edição, 1971

(*) Até 1901, só aos homens era permitido serem actores; foi em Xangai, que nesse ano, surgiu a primeira companhia de teatro, exclusivamente feminina.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

A Colina do Vento e do Fogo

Macau, Templo de A-Má, Maio de 2007


«A pequena elevação, no sopé da qual foi edificado o templo da Barra, é conhecida entre os chineses pelo nome de Fông-Fó-Kóng, isto é, a Colina do Vento e do Fogo e, todos os anos, no dia da festa da deusa Má, era costume, após a oferta das ablatas, espalharem-se os peregrinos, em alegre garrulice, pela encosta acima, já para admirar a bela paisagem, que dali se disfruta já para buscar sítio abrigado do sol, para se deliciarem, sossegadamente, com os saborosos petiscos dos seus bem providos farnéis.

Diz a tradição que houve uma época em que os indivíduos que ascendiam até ao cimo do montículo, onde não medram ervas nem arbustos, mas só musgos e fungos em esquecidas anfractuosidades dos ásperos penedos que ali se encontram esparsos, costumavam regressar perseguidos por violentas dores de cabeça e atacados de maleitas quase sempre incuráveis.

Houve um dia, porém, em que um pescador, que morava numa humilde barraca, construída sobre os rochedos que abundavam na falda daquela colinazinha, se lembrou de queimar panchões sobre toda a encosta, convencido de que por esta forma conseguiria depurar os obnóxios ares daquele sítio, afugentando assim, duma vez para sempre, os espíritos malfazejos e causadores de tão estranhas doenças. Porém, qual não foi o seu espanto, quando viu surgir, por entre a fumarada provocada pela queima de panchões, três enormes e asquerosas áspides a serpearem assustadiças e com toda a rapidez pela encosta acima, a fim de se refugiarem por entre os penhascos do cume.

Divulgada a notícia do aparecimento daqules três abomináveis répteis e, sendo conhecido o facto de se encontrar em Macau um hábil caçador de ofídios, que viera de Héong-Sán com o fim de comprar enxofre de que necessitava para o exercício da sua profissão, convieram os moradores da Barra em convidá-lo para caçar aquelas desalmadas serpentes que, com o seu venenoso hálito, estavam empestando a Colina do Vento e do Fogo.

Não foi difícil encontrar o caçador de ofídios, pois, todas as tardes, no terreiro em frente ao templo de Kuán-Tái, mantinha ele o interesse de numeroso e entusiástico público, com as habilidades das suas numerosas cobras domesticadas, ao mesmo tempo que ia apregoando vários elixires, ungentos e emplastros de comprovada eficácia, segundo asseverava, na extinção das mais renitentes dores de toda a espécie e cujo segredo de preparação com o fel daqueles animalejos só dele era conhecido.

Os moradores do sítio da Barra trataram então de o abordar sobre o assunto que tanto os interessava e, após demoradas negociações, o caçador de ofídios acabou por lhes aceitar a proposta.

Hospedaram-no, então, na melhor casa do sítio e, durante os dias da sua permanência, esmeraram-se todos em o obsequiar com apetitosos manjares e inebriantes vinhos, procurando evitar quaisquer melindres, não fosse o homenzinho agastar-se e retirar-se, sem dar cabo das prejudiciais serpentes.

Bem tratadinho, o caçador de ofídios ia deixando passar os dias sem nada fazer, até que um dia, tendo já vendido aos seus hospedeiros todos os medicamentos e emplastros que trouxera consigo, resolveu ascender ao cume da colina para caçar as serpentes. Porém, nunca ninguém o viu regressar, e, daí em diante, ouviam-se, pela calada da noite, aflitivos gemidos e confrangedores lamentos naquela colina como se fossem soltados por qualquer alma penada, o que fazia encolher de pavor os timoratos espíritos dos moradores daquele local tão ermo, continuando, no entanto, as serpentes a exercer os seus malefícios aos homens que ousassem aventurar-se pelas vertentes da Colina do Vento e do Fogo.

Desesperados com tal flagelo, resolveram então os habitantes da Barra procurar o prior duma bonzaria desta cidade, afamado pelo seu profundo saber e pela sua grande austeridade, que lhes explicou que tais serpentes eram simples transmigrações duns seres imortais que, de natureza, nada tinham de calamitosas, mas, ao verem-se perseguidas pelos homens que queriam exterminá-las, violando-se assim o preceito que proíbe matar os seres vivos, foram obrigadas a defenderem-se, ejaculando aqueles tóxicos vapores por toda a colina. O bonzo aconselhou então os representantes dos moradores da Barra a deixarem em paz as serpentes, na certeza de que elas deixariam de fazer mal. Ninguém, porém, ficou convencido com as palavras do bonzo, tanto mais que dali em diante morriam muitos dos moradores da Barra sem se saber porquê.

Tempos depois, apareceu à procura dos residentes dessa localidade um desconhecido que se dizia ser natural de Tông-Kun e que, tendo chegado a Macau, também com o fim de comprar enxofre, fora informado que andavam serpentes pela Colina do Vento e do Fogo. Prontificou-se o homem a caçá-las mediante a vultuosa recompensa para aquela época de dez cates de enxofre de superior qualidade e sem mistura alguma, além da quantidade indispensável para o bom desempenho da sua perigosa tarefa.

Quotizaram-se então os residentes da Barra para a aquisição do enxofre preciso e, estando prontos os preparativos, juntaram-se uma tarde uns cem destemidos rapazes e, assim que o sol deixou de chamejar sobre a colina, trataram de espalhar, nimiamente, o pó de enxofre em volta de toda a colina, lançando-lhe, em seguida, o fogo.

O caçador de ofídios, sem levar arma alguma consigo, meteu-se afoitamente pela encosta acima e, horas depois, regressava ancho e sorridente daquela entuna tão pouco acidentada, a fim de seleccionar dez mocetões dos mais avantajados para o acompanharem até ao alto daquela eminência, donde desceram daí a pouco, ofegantes e ajoujados com o peso de três serpentes que mediam mais de dez braços de comprimento e pesando para cima de cem cates cada uma, as quais vinham napeiras como se tivessem sido narcotizadas.

O caçador de ofídios teve de fretar especialmente um barco para levar para a sua terra aquelas enormes e preciosas serpentes, bem como o enxofre que recebera, como recompensa do seu bom trabalho.

No ano seguinte, voltou, trazendo consigo várias bilhas de vinho que distribuiu, generosamente, pelos moradores da Barra, dizendo-lhes que tal bebida, preparada com o fel das serpentes que caçara, era um poderoso tónico capaz de restituir a saúde, mesmo a um moribundo.

Com a bem sucedida caçada que se fez às três maléficas serpentes, a Colina do Vento e do Fogo ficou completamente sanada de deletérias emanações, passando a poder ser frequentada, impunemente, por toda a gente e, com o tempo, foram surgindo habitações nas suas vertentes, não constando terem até hoje havido quaisquer doenças estranhas ou pestilências naquele bairro.».

Luís Gonzaga Gomes, «A Colina do Vento e do Fogo», in Lendas Chinesas de Macau, Notícias de Macau. 1951

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Tabuletas

«Quinqilapia Kei Mei Hong», Travessa do Matadouro. Macau, Maio de 2007

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Altar

Macau, Calçada de S. Francisco de Xavier. Maio de 2007

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Macau Património Mundial: Teatro D. Pedro V

Teatro D. Pedro V. Macau, Abril de 2007

«Construído em 1860 com uma capacidade para 300 pessoas é o primeiro teatro de estilo ocidental da China. Permanece como uma das mais importantes referências culturais no contexto da comunidade macaense local e um espaço onde se realizam importantes eventos públicos e celebrações». in «RC - Revista de Cultura», nº 15, Julho de 2005

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Há nomes de ruas curiosíssimos

«(...) Há nomes de ruas curiosíssimos, como: a Rua de Sancho Pança, a Rua do Hospital dos Gatos, a Rua das Janelas Verdes, que não passa duma minúscula travessinha lá para os confins do Bazar, a Estrada da Solidão, a Estrada de Cacilhas, o Largo do Mata-Pau, etc., o que constitui mais uma parcela de enriquecimento de verdadeiro museu que é Macau».
Jaime do Inso. «Quadros de Macau», in De Longe à China. Macau na Historiografia e na Literatura Portuguesas, III, Instituto Cultural de Macau, 1996

terça-feira, 10 de abril de 2007

Casamento

Taipa, Março de 2007

sexta-feira, 16 de março de 2007

Macau possui também o seu dragão

«Na crendice popular, Macau possui também o seu dragão, mas um dragão inânime, incapaz já de cultivar as boas relações com os outros dragões seus semelhantes. A cabeça do hipotético sáurio é constituída pela Colina da Penha e o seu corpo segue para a fronteira ilha da Lapa, atravessando, num ponto, o braço do deltas que a separa de Macau e, após ter o seu sinuoso dorso, constituído pelo espinhaço do complicado sistema orográfico das regiões vizinhas, atravessado novamente o rio, noutro ponto serpeia por Tch'in Sán vindo assentar a sua cauda nas Portas do Cerco.
Este dragão não consegue, porém, exercer grande influência na vida económica e no destino dos habitantes desta pacata cidade, por lhe terem cortado um membro, com a abertura da Avenida Almeida Ribeiro, que, em figura geomântica, representa a espada que decepou o dragão, separando assim Macau em duas zonas distintas, a do Norte e a do Sul. Há quem assevere que, não obstante este dragão encontrar-se moribundo, as suas pulsações são ainda sensíveis, sendo ainda capaz de, no seu estertor, soltar alguns arrancos daqueles que são capazes de transformar a colónia em novo Eldorado».
Luís Gonzaga Gomes. «O Fong Sôi de Macau», in Macau Factos e Lendas. Instituto Cultural de Macau. 1994

domingo, 4 de março de 2007

Tabuletas

«Est. De Comidas "Coroquetes de Peixe de Soja"», na Rua do Regedor. Taipa, 2006

sábado, 3 de março de 2007

A tasca de Coloane

Coloane, Largo Eduardo Marques. 2006

«A tasca é uma esplanada semicoberta por arcadas, junto à capelinha de São Francisco de Xavier, em Coloane, que guarda ainda alguns ossos dos santos mártires do Japão. Estranhamente, apesar de tão próxima do templo e das preciosas relíquias, a esplanada não destoa, nem na paisagem visual nem no ambiente espiritual.
Com um fino sentido do comércio, os donos decidiram há muito atrair a clientela portuguesa, de modo que servem a clássica bica e, contrariamente à tradição chinesa, até fornecem guardanapos, se bem que estes sejam rolos de papel higiénico colocados em suportes de plástico».
João Aguiar. O Dragão de Fumo. Livros do Oriente. 1998

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Avenida de Almeida Ribeiro

A Avenida de Almeida Ribeiro, cerca de 1965
(in Macau. Pequena Monografia, Agência Geral do Ultramar, Lisboa, 1965)

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Largo do Carmo

Largo do Carmo. Taipa

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Chou Kuan, o deus do fogão

Dizia Wenceslau de Moraes: «os deuses, com quem por assim dizer vivo em contacto, e a cuja sublime protecção, posto que indirectamente, me confio, são muitos, um enxame. É todo o Olimpo budista e o inteiro mito primitivo, amalgamados em crendices (...)». A iconografia religiosa chinesa é bastante variada, são muitos os deuses e os entes divinizados, são os velhos de barbas brancas e de ar bonacheirão, outros de barbas pretas e de aspecto assustador, são as fénixs e os dragões, os leões, os veados ou as tartarugas, são as flores de lótus, os crisântemos ou as tangerinas, enfim, um não acabar de imagens ligadas às crenças populares. Um mundo de crenças assente na presunção de que os deuses são acessíveis, mas também falíveis, e que o seu apoio se obtém através de acções meritórias ou de oferendas materiais – ou seja, se os humanos estão sujeitos à vontade dos deuses, porém, os deuses podem, por sua vez, serem induzidos ou convencidos a alterar os seus apoios. Igualmente presença constante nas crenças chinesas são os espíritos malignos, as almas penadas, sendo, pois, necessário evitar os malefícios desses espíritos errantes; daí a presença de toda a espécie de talismãs, os espelhos, as espadas, os guardiões das portas, as figuras de tigres ou dos caça-diabos. Mas, não basta evitar os malefícios destes espíritos errantes; é também necessário atrair benefícios, rodeando-se de imagens de deuses benfazejos, nas casas, nas lojas, nos bairros, nas ruas...

O deus da cozinha ou do fogão é uma espécie de patrono dos lares. Chou Kuan, assim se chama, tem por função relatar ao Soberano Celeste e autoridades celestiais o comportamento da família, enumerando as suas boas e más acções, ritual que é cumprido uma vez por ano, por ocasião do novo ano lunar. Ora, os chineses - que de forma prática e eficaz, se rodeiam de guardiões e de deuses protectores, e que procuram conquistar benefícios dos deuses, através de oferendas -, recorrem, por vezes, à astúcia e a subtilezas a fim de causarem boa impressão junto às tais autoridades celestiais. Para isso, antes da partida do deus do fogão para a sua viagem aos Céus, aqueles que, por razões menos meritórias prefiram que o deus se cale, besuntam-lhe a boca com mel ou outro doce, ou seja, adoçam-lhe a boca; outros, colam-lhe os lábios, impedindo assim qualquer tipo de relato... Na véspera da partida do deus – 23º dia do 12º mês lunar -, as famílias queimam a imagem do deus do fogão e este começa então a sua viagem, servindo-se do fumo para chegar aos céus. Sete dias depois regressa, colocando-se no altar nova imagem de Chou Kuan.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Tchêk-Noi, a tecedeira

Conta uma lenda muito antiga que, uma vez por ano, as pegas desaparecem da terra e formam, com as suas asas, uma ponte no céu estrelado para que Tchêk-Noi, a tecedeira, e o seu pastor, Ngau-Ióng, se possam encontrar na noite do sétimo dia da sétima lua.

Tinha o Imperador de Jade, Iok Vong, sete filhas muito formosas. Embora Tchêk-Noi fosse a mais prendada das sete irmãs, contudo eram todas excelentes bordadeiras e tecedeiras e, por isso, responsáveis pelo guarda-roupa da corte divina.

Ora, ao saber dos amores de Tchêk-Noi por Ngau-Ióng, a Deusa-Mãe decidiu separá-los, enviando para o exílio na Terra, a estrela pastor. Em sua defesa esteve Taurus, também ele uma estrela, que por essa razão seria igualmente exilado para a Terra, onde se transformou no búfalo companheiro e conselheiro de Ngau-Ióng.
No céu, Tchék-Noi morria de saudades. Mas num dia em que, juntamente com as irmãs, a tecedeira desceu à Terra para se banhar num lago, ouviu o som da flauta que o pastor tocava. Tchék-Noi já não regressou ao palácio celeste, juntando-se ao pastor. Viveram escondidos dos deuses durante alguns anos, o pastor lavrando o campo com a ajuda do búfalo, a tecedeira fazendo tecidos e cuidando dos dois filhos gémeos, que entretanto tinham nascido.
Os deuses, no céu, não se conformavam com a ausência de Tchék-Noi, pois ela era, das sete irmãs, a que melhor tecia. Exigindo o regresso da tecedeira, o Imperador de Jade ordenou ao cão celeste que a procurasse.
Descoberta pelo cão, Tchék-Noi foi obrigada a regressar à corte celeste. O pastor não se conformou e preparou-se para, juntamente com os filhos, se juntar a Tchék-Noi. Nesta viagem para os céus valeu-lhe a ajuda do seu companheiro búfalo, que arrancou os chifres e transformou-os numa barca voadora. Mas, a Deusa-Mãe, entretanto alertada, para impedir que se juntassem de novo, tirou da cabeça o alfinete e com ele desenhou um risco, que imediatamente se transformou num impetuoso rio - a Via Láctea. De um lado ficaram três estrelas, Ngau-Ióng e os dois gémeos. Do outro, uma única estrela, Tchêk-Noi, a tecedeira. As pegas, compadecidas de tão grande infelicidade, decidiram formar, uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês de cada ano lunar, uma ponte sobre o rio, para que eles se possam encontrar.

A esta lenda encontra-se associada uma festividade - a Festividade das Sete Irmãs ou Tch'at Tché -, dedicada apenas às mulheres solteiras. Em pequenos altares colocados à porta de casa, nos quintais ou nos terraços, as jovens solteiras colocavam oferendas diversas, como pentes e enfeites para o cabelo, incenso, flores, fruta e bolos.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Templo de Lin Kai

Templo de Lin Kai. Macau, 2006

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Casamento

Taipa, 2006

Largo de Santo Agostinho

Largo de Santo Agostinho. Macau, 2006

«O largo de Santo Agostinho concentra vários edifícios classificados, tais como a igreja de Santo Agostinho, o Teatro D. Pedro V, o Seminário de S. José e a Biblioteca Sir Robert Ho Tung. O pavimento em calçada à portuguesa oferece unidade à área e reflecte um espaço público tradicional português». in «RC - Revista de Cultura», nº 15, Julho de 2005.

Horário: 24 horas por dia / todos os dias da semana
O Centro Histórico de Macau

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Macau di Tempo Antigo: a Praia Grande

A Praia Grande, em Macau (ca. de 1840). Thomas Allom (1804-1872).
(in: Biblioteca Nacional Digital - http://purl.pt/1040)

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Sai Van

Limpeza do lago de Sai Van. Macau, Junho de 2006