segunda-feira, 11 de maio de 2009

Jardim da Flora

Jardim da Flora. Macau, Maio de 2009

Jardim da Flora: Árvores do Sabonete

Sapindus Mukorossi e Sapindus Saponaria no Jardim da Flora. Maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

Igreja da Sé

Igreja da Sé. Macau, Maio de 2009


Na parede lateral da Sé (na Calçada de S. João) existe uma laje com a seguinte inscrição:
«Erecta
A. D. MDCCCXLIV
J.T. de Aquino del»
Contudo, a primitiva catedral de Macau era uma pequena ermida construída em taipa, provavelmente neste mesmo local, que terá sido substituída por outra em 1622. O actual edifício, que data de 1844, foi delineado pelo arquitecto macaense Tomaz d'Aquino e o relógio, colocado quando da subida ao trono de D. Pedro V, foi fabricado em Inglaterra e comprado com subscrições feitas em Macau, Hong Kong e Cantão.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Igreja da Sé

Largo e Igreja da Sé. Macau, Maio de 2009

«Não existem registos sobre a data da primitiva construção, embora haja referência à construção de um edifício em taipa em 1622, que seria restaurado em 1743. Durante o restauro de 1780 os serviços religiosos da Igreja da Sé foram temporariamente transferidos para a antiga capela da Santa Casa da Misericórdia. A fachada do edifício apresenta duas torres gémeas que marcam a imagem geral do Largo em que se situa. O seu exterior encontra-se revestido com reboco cinzento (conhecido por Shanghai plaster), conferindo à igreja uma aparência monolítica e austera. in «RC - Revista de Cultura», nº 15, Julho de 2005.

O Centro Histórico de Macau

Rede do Património Cultural de Macau: Igreja da Sé

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O motociclista e o seu cão

Macau, Maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Palácio do Soberano do Norte

Templo de Pak Tai, o Soberano do Norte. Taipa, Abril de 2009

Pak Tai, o soberano do Norte ou dos deuses do Norte, é o titular deste templo situado no Largo de Camões, na Taipa, que teve, em tempos ainda recentes, o Canal dos Estaleiros à sua frente. Compunha-se de três pavilhões. Hoje, apenas resta o pavilhão central com a entrada protegida pelos "deuses das portas", cujas imagens se encontram pintadas nas enormes portas de madeira.
No altar central, Pak Tai, o titular do templo. Segundo a lenda, «Pak T'ai era um príncipe que foi imortalizado pela sua ilustração e coragem, recebendo então o título de Imperador do Norte. Foi nomeado comandante das 12 legiões celestes com o fim de impedir que um Rei-Demónio devastasse a terra. Este suscitou contra ele uma tartaruga verde e uma serpente gigante, mas Pak T'ai venceu-as, conseguindo também vencer o Demónio-Rei. Devido a esta vitória, recebeu o título de Supremo Imperador do Céu Negro»(in Pagodes de Macau).
Tal como nos outros templos chineses, também aqui presta-se culto a várias divindades: a Kam Fá, a deusa das flores douradas, protectora das mulheres e das crianças, a Choi Pak, o deus da sorte, a Wá Kuong, o deus dos impossíveis, entre outras divindades.
No terceiro dia da terceira Lua comemora-se o aniversário de Pak Tai, divindade protectora de tudo e de todos e a quem se deve muitos feitos milagrosos: «aqui vela pelos habitantes da Taipa, como há milhares de anos velara pelos do norte» (in Pagodes de Macau), curando doentes, auxiliando no combate a incêndios ou expulsando piratas. Durante as festas do seu aniversário, no Largo do Camões, ergue-se uma enorme estrutura de bambú onde se realizam espectáculos de ópera.

Fontes:

Leonel de Barros. Templos, Lendas e Rituais - Macau
Padre Manuel Teixeira. Pagodes de Macau
José Simões Morais. «Olhar para o templo de Pak Tai». Tai Chung Pou de 9 de Abril de 2008

Rede do Património Cultural de Macau: Templo de Pak Tai

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Barragem de Hac-Sá

Ponte suspensa no Parque Natural da Barragem de Hac-Sá em Coloane.

Na Rua da Felicidade

Secagem de carne à porta de uma residência na Rua da Felicidade.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Travessa do Armazém Velho



Travessa do Armazém Velho: liga a Rua da Tercena à Rua das Estalagens, mesmo em frente à Travessa do Pagode. Foi, em tempos, uma artéria de grande movimento, devido ao comércio de antiguidades e bric-a-brac, bem como às cozinhas e tasquinhas ambulantes. Conta Gonzaga Gomes, em Curiosidades de Macau Antiga, que era dificílima a sua travessia pelas inúmeras tendinhas de velharias e comidas que nela se situavam. E, apesar disso, era frequentada «pelos coleccionadores de raridades, que se aventuravam a entrar nela com o fim de pesquisarem entre a imundice daquelas sórdidas tendas e lobregas baiúcas, preciosidades dos reinados de Hóng-Hêi ou de K'in-Lông, quando não são ludibriados na aquisição de um reles bronze, que, o vendedor ignaro, mas convincente, explorando a vaidosa presunção e a viciosa obsessão do comprador, impingir como raro e genuíno Tchâu, dinastia duas vezes milenária do período semi-histórico do império chinês»*.

Lán-Kuâi-Lâu é o seu nome em chinês, que «soa estranho e sugestivo». Lán significa quebrada ou arruinada; kuâi diabo e lâu andar ou casa. Lán-Kuâi-Lâu poderia, então, significar «rua da casa arruinada e endemoninhada». Mas não. Segundo Gonzaga Gomes, é outra a origem do nome e relaciona-se com a vinda da América de um emigrante chinês, que aí se instala e constrói a sua habitação, ao gosto ocidental. Esclarece o autor de Curiosidades de Macau Antiga que, noutros tempos, as casas eram «construídas de forma a que, vistas de lado, se pareciam com a letra kâm», que significa ouro.

Ora, a casa do emigrante, foi a primeira em estilo ocidental, com dois andares e varandas. «Como os chineses costumam referir-se aos estrangeiros com o depreciativo epíteto de kuâi, que significa "diabo", e como aquela casa era a única em estilo europeu que aparecia naquele sítio, passaram os mesmos a designá-la com o nome de kuâi-lâu que intrinsecamente significaria "casa do diabo", mas que, na realidade, significa simplesmente "casa estrangeira", ou melhor, "casa em estilo estrangeiro"»*.

Mais tarde, já a casa se encontrava alugada a outro emigrante, «homem de poucos escrúpulos», que fazia fortuna à custa do negócio da emigração e que maltratava os emigrantes a ponto de os designarem por "porquinhos" - tchu-tchai, a casa passou a ser conhecida por tchu-tchâi-kún, isto é, o depósito dos porquinhos.

O incêndio de 26 de Janeiro de 1835 no Colégio de São Paulo, que em duas horas destruiu o Colégio e a Igreja, propagou-se e a casa de Kuâi-Lâu ficou reduzida a escombros. A casa, que por muito tempo permaneceu em ruínas, recebeu, então, o nome de Lán-Kuâi-Lâu, ou seja, "ruínas da casa em estilo estrangeiro".


*Luís Gonzaga Comes, «Curiosidades de Macau Antiga: Lán-Kuâi-Lâu», in Renascimento, Junho de 1945

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pagode do Bazar

Largo do Pagode do Bazar. Macau, Abril de 2009

PAGODE DO BAZAR

Naquele largo
de lajedo secular
o Mundo ficou parado
indiferente a tudo
que por ali vegeta

Será que te vejo
como te viu Chinnery
que não sei se te pintou?

e Pessanha?
que te viu certamente
na beleza perturbante
dos fumos

Fernando Sales Lopes. Pescador de Margem. Livros do Oriente, 1997

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Macau Antigo


Uma viagem por Macau Antigo num blog de histórias que fizeram a História de Macau.

Casuarina

Colónia Balnear de Hac-Sá. Coloane, Abril de 2009

Originária da Austrália e espalhada pelo Sudeste Asiático e ilhas do Oceano Pacífico, a casuarina - casuarina equisetifolia L. - é uma espécie de rápido crescimento, resistente à salinidade e ao vento. Em Macau, encontram-se exemplares de casuarinas nas ilhas da Taipa e Coloane, nomeadamente junto à praia de Hac Sá. Utilizada na reflorestação das ilhas - nos anos de 1960 - numa paisagem que era, então, «salpicada por acácias (Acacia confusa Merr.), originária da Formosa e das Filipinas, bem como de pequenas manchas de canforeiras (Cinnamomum camphora Sieb.), espécie nativa da Ásia Oriental, vingando, nos locais de maior cota, com solos delgados e submetidos a ventos fortes, as casuarinas (Casuarina equisetifolia L. ex Forst.), que sobressaem do perfil do coberto verde das montanhas, graças ao modo como se agitam as suas copas quando batidas pelo vento» (in A. Estácio e A. Paula Saraiva, Jardins e Parques de Macau).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Na Travessa da Porta

Banca de venda de artigos cultuais na Travessa da Porta. Macau, Abril de 2009

Calçada do Monte

Calçada do Monte. Macau, Abril de 2009

A Calçada do Monte começa mesmo ao lado do edifício do Consulado de Portugal, na Rua de Pedro Nolasco da Silva, e termina junto à Fortaleza do Monte, na Rua dos Artilheiros, assim designada por ter estado, durante muitos anos, instalada na fortaleza do Monte uma companhia de artilharia.
Com o mesmo topónimo existem, ainda, o Pátio e a Rua do Monte.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Primavera

Bauínia. Jardim de Luís de Camões. Macau (Março de 2009)

Primavera

No campo
o suave torpor
o terno abandono
da flor
no verde macio
das sépalas.

Jorge Arrimar. Secretos Sinais.ICM. Colecção Poetas de Macau.

A sesta do motociclista

No Pátio dos Velhos, em Macau (Janeiro de 2008)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mercados

Na zona dos Três Candeeiros (rotunda Carlos da Maia). Macau, Março de 2009

É um dos mercados mais populares de Macau, que se encontra instalado na zona dos Três Candeeiros, mais precisamente na faixa que parte da rotunda Carlos da Maia, nas ruas Fernão Mendes Pinto, Tomé Pires, da Emenda ou do Rebanho, em tendinhas ou pequenas lojas.
Aqui se vende roupas e calçado, malas, toalhas e edredões. Artigos de culto, flores e plantas envasadas.
E, sobretudo, géneros alimentícios: peixe salgado, mariscos secos de todas as espécies, pato e porco assado, galinhas e ovos, fruta e hortaliças.
Algumas cozinhas ambulantes e pequenos restaurantes.
Um mundo que fervilha. De gentes que se abastecem e enchem as ruas estreitas, de motociclos e de bicicletas que circulam por entre as pessoas, de carrinhas que descarregam mercadorias.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Muralha da Fortaleza de São Francisco

Muralha da Fortaleza de São Francisco. Macau, Março de 2009

O topónimo de São Francisco - que na toponímia chinesa toma a designação de Ká Si Lán Má Lou e Ká Si Lan Fá Yun (respectivamente, Estrada e Jardim dos Castelhanos) - deve-se ao antigo convento fundado, em 1580, por franciscanos castelhanos. Demolido em 1864, foi nesse local construída a Fortaleza de São Francisco.

Rede do Património Cultural de Macau: Muralha da Fortaleza de S. Francisco

O Triciclo

No Largo de S. Domingos. Macau, Março de 2009

O Triciclo

O triciclo corta a chuva devagar
deixando atrás a espuma breve do esforço.
Vestido de plástico amarelo o condutor
inclina a cabeça coberta por um chapéu de palha,
cai-lhe a água sobre as mãos
fincadas no gasto guiador.
O seu mundo é o das ruas
e das praças, o suor
a escorrer nos músculos das pernas.

Come pouco, fuma em silêncio
enquanto está sentado, à espera
de turistas, e de velhas chinesas
que vêm do mercado.

António Augusto Menano. «O triciclo», in Antologia de Poetas de Macau.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Martinete Chorão em flor

Macau, Março de 2009

Martinete Chorão no jardim de Lou Lim Ieoc. Floresce em Março, ainda no Inverno. Formando espigas, as suas flores parecem lágrimas vermelhas.

Calçada do Embaixador

Calçada do Embaixador. Macau (Janeiro de 2008)

O embaixador, que dá o nome à calçada, foi Alexandre Metelo de Sousa Meneses. Desembarcou em Macau em Junho de 1726, «enviado por D. João V como seu embaixador ao imperador de China Yung Ching, perseguidor da Igreja» (P. Manuel Teixeira, Toponímia de Macau, vol. 2, p. 253).
Estreita e com alguns degraus, a calçada liga a Rua da Tercena à Rua de Santo António.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Minha Amada

Mok Min, árvore do algodão ou Falso Kapok (Bombax Ceiba). Macau, Março de 2009

Minha Amada

Esta manhã Março enfeitou-te
com o ouro fulvo dos botões do kapok.
Entregas-te aos meus olhos voluptuosamente
mas pareces uma rapariguinha com um vestido novo.

Em todas as línguas que sei, cidade,
te digo que te amo
com um amor insidioso e letal
como dantes se amavam os amantes.

Fernanda Dias. Horas de Papel (Poemas para Macau). Livros do Oriente, 1992

Jardim de Luís de Camões

Jardim de Luís de Camões. Macau (Março de 2009)

«(...) Mas a verdadeira consagração do lugar, a que fala religiosamente ao coração de todo o português, que invade as tortuosas veredas do jardim, escusava dizê-lo, não está no busto de bronze, nem nos festões floridos, nem nos maus sonetos louvaminheiros; (...) não está nos vasos chineses com begónias ou gerânios, ou com arbustosinhos cortados à tesoura segundo a fantasia indígena.
(...)
O que se impõe ao nosso espírito, é a grandeza desta mesma vegetação rude e espontânea, que espadana cheia de seiva zombando da tesoura dos serviçais; é a face limosa das pedras abruptas, chorando pelas fendas pequenas gotas de água, como lágrimas de saudade; é a solidão das áleas sombreadas, que o acesso pedregoso torna pouco apetecíveis aos passeantes; é o encanto dos seus panoramas.
(...)
Se alongarmos depois o passeio, embrenhado-nos sempre por entre as matas sussurrantes, onde reina uma meia luz esverdeada, chegamos ao limite natural do jardim, o despenhadeiro quase a pique nas rochas, em parte mascaradas pelas moitas das mimosas e pelas ramadas das trepadeiras. Alarga-se então o horizonte. Vê-se em baixo a cidade, a amálgama prodigiosa das negras casas chinas, a linha serpeada das vielas; e chega-nos confuso o som de mil pregões dos bazares, o papear insólito dos garotos, o ruído dos tantãs e foguetes festivos. Vê-se o leito lodoso do porto interior, juncado de lorchas de comércio oferecendo à brisa as suas grandes velas de esteira; centenas de pequenos tankás navegam em todas as direcções; amarram, junto à barra, as canhoneiras de guerra; e à direita, do lado oposto, destaca-se viçosa uma ilhota, a ilha Verde, onde agora fumaça a alta chaminé de uma fábrica de tijolos. (...)» Wenceslau de Moraes. «A Gruta de Camões», in Traços do Extremo Oriente (1890).

É, a par do Jardim de S. Francisco e do jardim interior do Leal Senado, um dos mais antigos jardins de Macau. Situado na colina de Patane, então nos limites da cidade, o local ocupado pelo jardim era propriedade do conselheiro Manuel Pereira, e nele foi construída, em 1770, a residência do conselheiro (a Casa da Gruta de Camões ou Casa Garden) que, posteriormente, foi alugada à Companhia das Índias Orientais. «Assim, foram os ingleses que, ao gosto romântico da época, criaram, sob cerrado arvoredo, estreitas alamedas seguindo a orografia do terreno, para o que mandaram, inclusivamente, vir jardineiros de Inglaterra»(A. Estácio e A. Paula Saraiva, Jardins e Parques de Macau) e a eles se devem os numerosos exemplares da flora - da China, da Índia, da Malásia e da Indonésia - reunidos no jardim.
Após a extinção da Companhia das Índias Orientais, em 1833, a propriedade voltou a ser administrada pela família do conselheiro Manuel Pereira e foi o seu genro, o comendador Lourenço Marques, que em 1840 mandou colocar o busto do poeta Luís de Camões, da autoria do escultor português Manuel Maria Bordalo Pinheiro. «A Gruta foi em 1886 limpa de todos os "melhoramentos" de Lourenço Marque - o minarete coberto com o telhado chinês, o pórtico de alvenaria com as canelas de madeira, o reboco dos penedos, enfim todas as excrescências». (P. Manuel Teixeira. Toponímia de Macau, vol1, p.213)

terça-feira, 10 de março de 2009

Dias Cinzentos

Praça de Jorge Álvares (Março de 2009)

Dias cinzentos, céu encoberto, turvo de neblinas ou nevoeiros. A cidade amanhece e anoitece coberta de um manto de neblina, húmida e escorregadia, desagradável e deprimente. E, «(...) só compreendem os que já por longo tempo habitaram as costas da China, e que por experiência conhecem a tristeza dos fastidiosos meses de Fevereiro e Março, invariavelmente turvos, frígidos, desoladores (...)» (Wenceslau de Moraes, Traços do Extremo Oriente, 1890)

Vida de cão

Macau, 2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

Miradouro da Taipa

Miradouro Dra. Laurinda Marques Esparteiro, na Taipa

«O que torna este espaço digno de registo é a forma invulgar das suas peças - escadas, vedações e mesas - de que existem variados modelos, denunciando uma fértil imaginação, com a particularidade de todas se adaptarem ao terreno, permitindo a protecção e o embelezamento de um íngreme talude» (António Estácio e António Paula Saraiva, Jardins e Parques de Macau, IPOR, 1993)

Sobranceiro à antiga Praia de Nossa Senhora da Esperança - praia já desaparecida devido aos aterros para a construção do istmo de ligação da Taipa a Coloane (1968) e, mais recentemente, do Cotai, o jardim-miradouro Laurinda Marques Esparteiro, esposa do governador Joaquim Marques Esparteiro, foi construído entre 1954 e 1955.

O beijo

Retrato de casamento. Taipa, Fevereiro de 2009

Orelha de Elefante

Em Coloane, junto ao Pátio do Velho e da Biblioteca.
Na Taipa, Rua da Restauração.

Conhecida pela designação de "Orelha de Elefante" devido à grande dimensão das suas folhas, a Macaranga tanarius, pertencente à família Euphorbiaceae, é uma árvore de pequeno porte, de folha persistente e rápido crescimento. Originária do Sudeste da Ásia e Austrália, desenvolve-se bem em solos pobres e mesmo nas areias das praias, por ser tolerante à salinidade.
Em Macau, encontram-se exemplares no parque de Seac Pai Van (Coloane), sendo muito utilizada como árvore de arruamento.

Fontes:
António Estácio. Parque de Seac Van. Câmara Municipal das Ilhas, 1995
Wang Zhu Hao. Árvores de Macau. Vol I. Câmara Municipal das Ilhas, 1997
Wikipedia: Macaranga


terça-feira, 3 de março de 2009

Transporte de Peixe (2)

Transporte e entrega do peixe vivo numa peixaria na zona do Porto Interior (Rua do Visconde de Paço de Arcos).

Transporte de Peixe

Transporte de peixe vivo para restaurantes.
Macau, Fevereiro de 2009

domingo, 1 de março de 2009

Peixe salgado

Macau, Fevereiro de 2009

peixe salgado

Como é que um peixe salgado retornaria à vida?
Em busca daquela agulha de prata
percorreu todo o mar, prometeu um amor
que só findaria no caso de o mar secar ou as
montanhas se arrasarem,
... e saltou da água para avistar o horizonte

Agora, pendurado debaixo do sol
deixa que a brisa o absorva até à última gota de água
E o sal que o destino lhe obriga
vem salgando o tempo para além do mar

Porem, não conseguiu fechar os olhos
mesmo depois da morte
Vendo que a chuva a correr do telhado para os rios
o peixe salgado começou a sonhar em desaguar no
mar
Yao Feng. Canção para longe / Faraway song. Walt Whitman Publishing House.

Loja de Artigos Diversos

«Loja de Artígos Díversos Faí Vong Tóng» na Rua da Caldeira, em Macau (Fevereiro de 2009)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Festas em honra de Tou Tei

Tou Tei Miu ou Templo dos Deuses Locais, na Rua da Palmeira (Patane), em Macau.

Realizam-se, hoje, as festas de aniversário do Deus da Terra, Tou Tei, frequentemente representado pela imagem de um velhinho de longas barbas brancas, que vemos, um pouco por todo o lado, nos altares e pequenos nichos nas ruas de Macau e Ilhas. Existem, em Macau, dois templos dedicados aos "deuses locais": um, o Tou Tei Miu, o templo dos deuses locais, no Patane, junto ao Jardim de Luís de Camões, e o outro, o templo de Fôk Tak Chi ou da Felicidade e Virtude, na Horta da Mitra, onde decorrem as festividades em honra de Tou Tei.

«O culto aos espíritos benfazejos da Terra data de tempos imemoriais, mas o das divindades agrupadas nos Tou Tei (ou Penates, que velam pelas residências, edifícios, bairros e aldeias) remonta, ao que se julga à dinastia Tang. E também uma certa hierarquia se estabeleceu para os distinguir, tomando-se para termo de comparação a que funciona na administração terrena.
Há assim, no topo da hierarquia, os Deuses Municipais, ou magistrados e prefeitos divinos, sendo os seus subordinados responsáveis pelas outras circunscrições em importância decrescente até chegar ao deus de cada lar (que volta a ter importância, mais não seja pela influência e vigilância directa que tem sobre cada unidade familiar e indivíduo). Tendo nas mãos a capacidade de julgar e castigar os desvios e más acções dos mortais, o tou tei apresenta-se aí, no entanto, com a imagem de um velho de barbas brancas e expressão benévola. Por vezes acompanham-no nos altares dois guardas, prontos a conduzir os espíritos dos recém-defuntos para o inferno, depois destes terem comparecido perante o Deus Municipal para julgamento das acções praticadas durante a vida terrena» (Cecília Jorge, Deuses e Divindades. Gods and Deities. Direcção dos Serviços de Correios, Macau, 2005)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Estendal de roupa

Estendal de roupa na Rua dos Mercadores. Taipa, 2009

Em Defesa da Livraria Portuguesa

A Casa de Portugal lançou a petição electrónica "Salvemos as instalações da Livraria Portuguesa em Macau", que se encontra disponível no endereço http://www.petitiononline.com/cpmlivpt/. Endereçado à presidência da República, Primeiro Ministro, ministros dos Negócios Estrangeiros e da Cultura, ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares, o abaixo-assinado consta do seguinte:

Pretende o IPOR, instituição detida em 51% pelo Estado Português através do Instituto Camões, vender a fracção autónoma constituída por cave, loja e sobreloja, sita numa das ruas mais centrais e de maior movimento da cidade, na continuação do Largo do Senado, que adquiriu à Administração Portuguesa de Macau pela irrisória quantia de cerca de 900,000.00 patacas para nela instalar a Livraria Portuguesa bem como uma Galeria que ao longo dos anos foi utilizada para exposições, conferências, colóquios, apresentações de livros, etc.

A venda preconizada e defendida pela Fundação Oriente permite uma receita de uns cinquenta e tal milhões de patacas, mas priva a comunidade de língua portuguesa, e não somente os portugueses, de um espaço essencial, único, cuja propriedade ainda é de uma instituição portuguesa e, maioritariamente, do Estado Português.

Em troca, o IPOR pretende entregar, novamente sem concurso, a exploração da Livraria a outro particular, instalando-a, eventualmente, num prédio estreito sem condições nem dignidade e distribuída por quatro andares sem elevador, numa zona menor da cidade, e servindo-se disso para argumentar que não está em causa a continuidade da Livraria Portuguesa. O que não é verdade!

Há ainda a considerar que ao deixar de dispor de instalações próprias para passar a operar em instalações arrendadas, fica assim sujeita à incerteza das flutuações do mercado imobiliário, nomeadamente ao aumento de rendas e eventual cessão do contrato.

As entidades que tinham a seu cargo a dinamização da presença cultural portuguesa - o IPOR e a Fundação Oriente - foram deixando de promover quaisquer actividades em Macau, justificando tal com dificuldades de índole financeira.

A Casa de Portugal em Macau, que tem vindo a desdobrar-se em iniciativas que vão desde a organização de exposições, debates, ciclos de cinema, abertura de oficinas para o ensino de artes, informática, audiovisual, etc, procurando preencher o vazio deixado por essas instituições e manter a presença da nossa cultura, parte indissociável da identidade de Macau que a República Popular da China tem mostrado prezar, não pode assistir sem uma profunda revolta a esta visão redutora e economicista das entidades que mais obrigação tinham de zelar pela nossa cultura e pela nossa língua.

Assim, apelamos a todos os amigos de Macau, da Cultura e da Língua Portuguesa que juntem a sua à nossa voz, para que um protesto sonoro chegue a Lisboa a tempo de travar este atentado à presença e cultura lusófona em Macau!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Oficina de Assagem de Carne

«"Oficina de Assagem de Carnes Mei Mei" em Chines Mei Mei Siu Lap Chong Cheong», na Travessa do Mata-Tigre. Macau, Fevereiro de 2009

O Triciclo

Na Sam Má Lou (Avenida de Almeida Ribeiro). Macau, Fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

«Na Penumbra dos Pagodes»

No Kum Iam Tong

«(...)
Entramos num pagode. Lá dentro a iluminação é escassa, num contraste com o exterior. Sobem volutas de fumo de sândalo, dos pivetes que ardem em frente do altar. As esteiras redondas, ali postas no chão, nunca estão vazias de devotos que batem cabeça ante a estátua de Buda e de outras estranhas divindades, espécie de anjos ou guardas dos santuários.
(...)
No grande perfumador que se eleva logo à porta de entrada, vão-se enterrando os pivetes, sem cessar, levados pelos fiéis, tal como a fé cristã oferece velas ante os altares, cujo fumo, com o decorrer do tempo, já manchou de negro as paredes e o tecto do templo, donde saímos atormentados com o eterno problema da Verdade...
(...)»
Jaime do Inso. Cenas da Vida de Macau. Instituto Cultural de Macau, 1997

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Roupas internas

«Tin Si Roupas Internas de Crianças», na Rua Leste do Mercado de São Domingos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Jamboeiro em flor

Syzygium jambos (L.) Alston - Pou Tou ou Fruta Rosa - no Jardim de Lou Lim Ieoc. As flores, de um branco-esverdeado, são grandes e com estames numerosos e longos.